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sexta-feira, 23 de março de 2012

MORREU CHICO ANYSIO... UMA HOMENAGEM EM VERSOS AO MAIOR HUMORISTA BRASILEIRO


Chico Anísio, interpretando o Professor Raimundo, encenando o seu famoso bordão que criticava os baixos salários dos professores: “... E o salário ó!”. Morreu sem ver as mudanças que todos desejamos... 

Morreu às 14h52 desta sexta-feira (23), aos 80 anos, o humorista Chico Anysio. Segundo nota divulgada pelo Hospital Samaritano, na Zona Sul do Rio, onde ele estava internado havia três meses, o humorista morreu após uma parada cardiorrespiratória, causada por falência múltipla dos órgãos, decorrente de choque séptico causado por infecção pulmonar.
Ao longo de seus 65 anos de carreira, o cearense Chico Anysio criou mais de 200 personagens e foi um dos maiores humoristas do Brasil com destaque no rádio, na TV, no cinema e no teatro (abaixo, nesta reportagem, relembre sua trajetória). Ele deixa oito filhos e completaria 81 anos no dia 12 de abril. Em carta direcionada ao público, fãs e amigos do humorista publicada no final de fevereiro, sua mulher, Malga Di Paula, pediu que as pessoas não fumassem.
Nesta ocasião, onde o sentimento de perda se faz inevitável pela presença do luto, endossamos o apelo antitabagista e publicamos abaixo a nossa homenagem a Chico Anysio em uma poesia,  enquanto apresentamos nossos sentimentos e emprestamos nossa solidariedade à família do inigualável humorista.

MORREU CHICO ANYSIO
Irenilson  de Jesus Barbosa

Morreu Chico Anysio...
Anysio das minhas risadas, Chico Anysio do meu humor.
A tarde se fez sombria, agora sem a sua alegria;
Tudo triste, agora sofria, sem seu riso tão benfeitor;
Invadiu-me um dissabor, no lugar que sorriso havia.

Morreu Chico Anysio...
A notícia chegou tão fria, invadindo nossa paisagem,
Inundou-nos com a estiagem, e chamou a tantas memórias...
Personagens, tantas estórias, suas falas em nostalgia;
Memorias do dia-a-dia recontadas em suas glórias.

Morreu Chico Anysio,
Criativo e tão genial, e com seu pensar tão ágil;
Da pitada de humor letal e bom gosto pouco provável.
Assim ,tão irremediável, soçobrou, em seu corpo frágil,
Lembrando à vida, em seu apanágio, que a morte é inexorável.

Morreu Chico Anysio,
De personagens a nós iguais que invadiram os nossos lares,
Do Coalhada ao bebum Tavares, do Profeta, bom conselheiro;
Azambuja – malandro, matreiro - como gente das mais vulgares,
De Painho com seus olhares, Urubulino... o mundo inteiro.

Morreu Chico Anysio...
E com ele seus personagens,  mais de 200 catalogados, retratos de Brasil
Pueris, hilários, senis, bem trabalhados na maquiagem,
Refletino a nossa imagem, com a piada, em certeiro fuzil
Afetava desde o mais vil, como espelho, na tela em miragem.

Morreu Chico Anysio...
O Escritor, ator, diretor, fabricante do bom humor, nordestino de vida dura
Grande mestre de nossa cultura, no qual sempre nos  enlevamos.
É a Deus  que então  louvamos, pelo gênio das caricaturas
Que não se via como criatura, mas criava os seres que amamos.

Morreu Chico Anysio...
Um pouquinho do humor morre junto, por mais que isso nos irrite,
Morre Bozó, morre Alberto Roberto, também morre o seu Popó.
Mas acho mesmo que o rei do rol, que criou toda a Chico City
Voa agora pra além do sol, para a Maranguape do bom arrebol.

Morreu Chico Anysio...
Vou concluir pra que não me fuja o riso, e me chegue lamento profundo
E e eu esqueça que esse gênio  do mundo, só se alegrava com o sorriso,
E invoco aquele bom siso, como o velho e bom professor Raimundo
E peço a fundo que me escute: Viva a vida feliz, sorria, mas lembre... é tudo vapt-vupt!

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