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domingo, 11 de setembro de 2011

11 DE SETEMBRO: PORQUE NORTE-AMERICANOS VALEM MAIS?


Aproveitando esse dia emblemático e estrategicamente explorado pelos norte-americanos e mídia brasileira em sua ampla propaganda ideológica e hegemônica, elevo uma prece ao Senhor Deus de toda a terra, língua povo e nação para que perdoe a nossa insensatez e nos ajude a entender porque a morte de 2.996 no WTC é um atentado terrorista enquanto a morte de 873.344 civis mortos no Iraque e no Afeganistão até hoje (conforme a metodologia do IBC o total cai para 82.077 mortos) é um ato de defesa da humanidade?!
Minha súplica é que Deus nos converta e faça entender porque uma média de 291.50 (27,39 pela metodologia do IBC) iraquianos e afegãos mortos para cada norte-americano assassinadoem 11 de setembro não causa nenhuma comoção em pesoas de bem, religiosas ou não, não-terroristas e pacifistas de todo o ocidente bondoso e supostamente cristianizado.
Parafraseando um amigo, "Que Deus salve a América, o Iraque, o Afeganistão... e o resto do mundo!!! God bless humanity!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

III CONGRESSO BAIANO DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA - Inscrições abertas!

Inscrições no site: www.3cebei.ufba.br!

TEU PASSAR ...

Com a veia poética aberta, vejo e chamo aos leitores pra ver teu passar...

TEU PASSAR...

Irenilson Barbosa.
Ao ver passar teu rio, desesperei de tudo
E suspirei tão mudo, ante teu calafrio.
Tentei não ser vazio, armei-me, pus o escudo,
Mas teu olhar, desnudo, deixou-me por um fio.

O teu norte se fez, o meu rumo ditado;
Quedei-me exasperado, ao teu mover cativo.
Quase morri, mas vivo, porém desatinado,
Eu me senti domado por teu passar altivo.

Ao ver passar-te linda, com teus doces meneios
Olhei com mil receios de ser notado em falta;
Guardei a voz incauta, e os olhos dos teus seios,
Enquanto sentia o veio de um desejo que assalta.

Quando te vi passar, senti o teu perfume
E vi tua luz no lume que escorria da fresta;
Notei então a aresta, em mim quase ciúme,
Por não tocar teu cume... Silêncio em minha festa.

Quando passaste perto, desejei-te escondido,
Pois não achei sentido em te amar depressa.
Mas se o querer não cessa, deixa-me combalido,
Pois teu olhar bandido, me chama e não confessa.

Quanto te vi chegando, foi quase uma visão,
Trazendo a ilusão de que eras qual miragem
Que traz, nessa passagem, desejo e emoção,
Quase uma comoção, mas some na voragem.

Quando vi teu passar, quase em desespero,
Eu desejei-te inteiro, quis te chamar pra perto;
Mas só senti deserto, achei-me em destempero
Passavas distante, era só exaspero, iludo-me de certo!

Oh, linda luz que passa, trazendo devaneios!
Nesse quadril, nos seios, no olhar tão majestoso;
Concede-me esse gozo de andar no teu passeio,
Achar teus entremeios, e te seguir garboso!

Pois se te vejo ao longe, meu olhar se embevece
E preciso de prece, pra não pecar contigo!
A taça do teu umbigo, qual Salomão me aquece;
Enquanto o olhar me desce às zonas de perigo.

Seria meu castigo o te avistar distante,
Fazer-me abjurante, a relutar em amores?
Ah, sina! Quantas dores, querer tão abrasante,
Que faz do olhar amante o rei dos pecadores!

VERSOS TARDIOS

Uns versos enviados para confortar um amigo, mas que podem ser edificantes pra você também...


VERSOS TARDIOS
Irenilson Barbosa
Pensei em versos mais brandos, notas muito mais efusivas,
Mas entre tantas esquivas, o tempo se fez impoluto.
No pestanejar quase estulto, cada hora passou decisiva,
Mas mando agora a missiva, mesmo a encontrar-te de luto.

Assim são os dias dos homens: fugazes como flor da erva,
Mesmo assim Deus bondoso conserva nossa esperança ativa;
Se rugem intempestivas, ondas do mar, dura treva,
Ainda assim se eleva em nós uma fé mais viva!

Quando as benesses divinas dão-se plenas em calmaria
Quase esquecemos que há dias mui difíceis de suportar
Pois é bom sempre junto cantar com quem só celebra em alegria,
Mas preciosa e igualmente sadia é a voz que consola o chorar.

A voz que parabeniza é útil e também se faz generosa,
Porém pode ser ruidosa, mas parca de perenidade;
O amigo, contudo, em verdade se mostra na hora de prova,
Quando sob o sol não há rosas ou falta a serenidade...

Mando-te versos tardios e já os escrevo com pressa;
É que o meu demorar não engessa o abraço de Deus no teu frio,
Pois mesmo quando há estio, ele renova a promessa,
O cuidado conosco não cessa, derrama sua paz como um rio!

Te parabenizo tão tarde, mas compassivo e sincero,
E comovido espero que estas linhas te tragam consolo;
Não são alimentos ao tolo, abençoam, porém sábios veros,
Servindo, qual prego ao martelo, ação na qual não há dolo!

Meus versos são parcos, mas seguem embebidos em muito carinho,
Peço a Deus que ilumine o caminho ao enfrentares as tuas lidas.
E que te conceda acolhida entre as flores ou entre os espinhos;
Saibas que jamais vais sozinho, pois te guarda o Senhor da vida.

Na cidade ou mesmo no campo, onde entrares ou donde saíres,
De Deus não te afastes ou retires o seu selo em tudo o que faça.
Morrendo nele, cada dia renasça, e levantando, se acaso caíres,
Mas nem à esquerda ou à direita tu vires, se notares que ali Deus não passa.

São assim os meus versos em abraço, desejando-te: “Sê feliz em Cristo!”
Pois ainda o melhor não foi visto, nem chegou aos ouvidos humanos.
Tudo aqui é fugaz, um fano, mas o eterno já está bem previsto
Ide em frente, lembra-te de Cristo, mesmo se te faltar vento no pano!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Redenção volta às competições oficiais do futebol baiano!



O tradicional clube de futebol, cuja história se vincula ao bairro de Brotas em Salvador, ressurge oficialmente em 2011, agora sob a presidência de Antônio Barbosa, o popular Toinho Papá, conhecido desportista e descobridor de craques em nosso futebol amador e profissional.
O clube está devidamente regularizado e participará de competições oficiais promovidas pela Federação Baiana de Futebol, especialmente com suas divisões de base. O clube ressurge com uma proposta de formação de atletas e formação para a cidadania que vai além do futebol, já tendo quase uma centena de meninos e meninas inscritos em escolinhas de suas divisões de base, em diferentes faixas etárias. Neste ano o Redença, aberto a novos parceiros e patrocinadores, deverá mandar seus jogos na cidade de São Sebastião do Passé, com apoio da prefeitura local.

Há 40 anos, Zico fazia a sua estréia usando o manto sagrado rubro-negro!

É dele! Zico, camisa 10! 
Indivíduo competente... diria o narrador!

ACONTECEU

Há 40 anos "nascia" 

o maior jogador da história do Flamengo

Diante do Vasco, na Taça Guanabara de 1971, Zico realizava 

seu primeiro jogo profissional para alegria dos amantes do futebol


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Com a camisa 7, escalado na ponta 
direita por Fleitas Solich, então 
treinador do Flamengo, Zico realizava
sua estreia no time profissional. 
E logo num clássico, como muitos 
que venceu em sua vitoriosa carreira
com o manto sagrado. 
O adversário era o Vasco e o confronto
era válido pela quarta rodada da Taça 
Guanabara, que ainda era um torneio 
à parte, sem fazer parte do Estadual. 
Nei Oliveira abriu o placar para o 
Rubro-negro aos 31 do primeiro tempo. 
Rodrigues empatou para o Vasco aos 44.
Veio o intervalo e nada de gols durante 
quase todo o segundo tempo. Quase, pois Fio, 
eternizado como "Maravilha", fez o tento da vitória 
rubro-negra aos 44 da segunda etapa.

Zico não poderia estrear entre os profissionais com uma derrota a sua carreira 
tão vitoriosa!  Parabéns Galo! 
As tardes de domingo mudaram bastante desde que você apareceu e, 
para mim, ficaram menos emocionantes também depois que você parou!
Grande abraço e que Deus o abençoe sempre!

Confira a ficha técnica do jogo:
1971
Flamengo 2x1 Vasco – 4ª rodada da Taça Guanabara
Estádio: Maracanã
Público: 18.603
Juiz: Aírton Vieira de Moraes (Sansão)
Time: Ubirajara Alcântara, Murilo, Washington (Onça), Fred e Tinteiro; Liminha, Tales (Chiquinho) e Nei Oliveira; Zico, Fio e Rodrigues Neto;
Técnico: Fleitas Solich
Gols: Nei Oliveira (31' do 1º tempo) e Fio (44' do 2º tempo), para o Flamengo e Rodrigues (44' do 1º tempo), para o Vasco

NÃO À HOMOFOBIA E NÃO À CENSURA DA LIBERDADE RELIGIOSA

Em tempos de acirrada discussão sobre direitos de homossexuais e liberdade de pensamento e expressão religiosa e suas relações com a homossexualidade, publico um texto de minha autoria, em versos. Ele condena práticas homofóbicas e exalta o direito ´humano à diferença, sem abrir mão do direito constitucional à liberdade religiosa e de expressão de pensamentos. Destaca a responsabilidade da família em educar seus filhos conforme seus valores e convicções, sem a ingerência do Estado, mesmo que isso fira a interesses de grupos de qualquer orientação sexual. Creio que é assim que funciona na democracia: Todos têm direitos iguais e ninguém pune ou castra a outrem apenas porque vive, pensa ou crê diferente dele(a). Ninguém tem direito à exclusão, morte ou prisão do outro, mesmo que seja por lei, só porque não concorda com o modo de viver daquele, mormente quando este já vive sob leis que protegem a todos, sem castas intocáveis ou excluídos! 
E você? Fique a vontade para comentar... exerça seu direito!

EU DIGO NÃO À HOMOFOBIA
Irenilson Barbosa

Eu digo não à homofobia, pois ela é medo do ser;
Segrega modos de um viver, de gente que me é igual.
Me sinto em paz para tal, mas dou-me o direito de crer
Que a vida se faz no viver e que o aprender que é normal.

Digo não à homofobia, nas faces de suas violências;
No seu negar de clemência ao diferente de mim.
Por isso me ponho assim, na defesa de outras defensas.
Pois não me é natural ou doença, hereditário ou afim.

Digo não à homofobia, mas me reservo o direito
De a tudo aceitar como aceito, embora discorde da prática.
A minha fala é enfática, embora me faça imperfeito,
A toda mordaça rejeito de quem tenha outra gramática.

Digo não à homofobia do mesmo modo que afirmo
Meu renegar de aforismos que controlem minha expressão.
Desprezo a estereotipação e o rotular do que firmo,
Pois meu livre pensar eu confirmo no direito à contradição.

Digo não à homofobia, e acolho a diversidade,
Que não acolhe, é verdade, apenas a quem é gay.
E pelo pouco que eu sei, ainda é bom e livre o pensar,
Por isso não cedo o lugar conquistado na Magna Lei.

Digo não à homofobia e ao reacionarismo também,
Não importa de onde ele vem ou com que nome desponta.
Mas ponho na minha conta o crer no que me convém
E não aceito o desdém de quem comigo não conta.

Digo não à homofobia, mas não rezo em qualquer cartilha;
Pois quem tem filhos e filhas que os eduque com liberdade.
No mundo da diversidade, ser homem não é ser uma ilha,
Mas cada um faça sua trilha e respeite as outras verdades.

Eu digo não às homofobias e às heterofobias também;
Pois não compete a ninguém intervir na minha sexualidade.
Tampouco tenho a faculdade de dizer ‘seja assim’ a alguém,
Por isso também me convém exaltar sempre a liberdade.

Digo não à homofobia, e aos extremos em prol ou contrários.
Pois penso que o ser solidário confere equilíbrio à causa.
Não sou paladino das náuseas de contras ou incendiários.
O meu livre pensar é diário, porém me concedo uma pausa.

Mas não dou-me aos cuidados dos doutos, nem experts no assunto,
Mesmo porque eu não junto meia-dúzia de doutos iguais.
E como ocorre aos tais cada um ter seu crer adjunto,
Eu me reservo, em conjunto, ao direito de crer com meus pais.