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quinta-feira, 12 de maio de 2016

O QUE O GOLPE FARÁ DE NÓS?

Irenilson de Jesus Barbosa
BBC
Um terrível nó na garganta me assalta, após interromper os cuidados com a minha iminente defesa de tese para ouvir Dilma Roussef discursando e deixando o Palácio do Planalto, agora afastada por até 180 dias, a despeito de ser a presidente eleita. É um dia de trevas para mim, tanto creio que seja para nossa história ou para aquilo que estão fazendo dela... 
Por vezes duvidei que chegássemos a esse ponto crítico e acintoso para com nossa democracia e o estado de direito, uma vez que não se comprovou nenhum crime de responsabilidade contra Dilma e alguns dos seus julgadores, além dos conhecidos corruptos que invocam a Deus na hora do voto bandido, deputados, senadores e ex-governadores que já realizaram os mesmos decretos pelos quais acusam Dilma... A sensação de agora é difícil de interpretar e só é amenizada por um fio de esperança na mobilização popular e por três convicções:
1) A HISTÓRIA E DEUS TRARÃO A JUÍZO TODA OBRA E CADA UM DARÁ CONTAS DE SI MESMO (Eclesiastes 12.12; Romanos 14.10,12)- Homem religioso que sou, peço licença aos incrédulos para afirmar que alimento a convicção de que Deus (não aquele invocado pelos facínoras no congresso e nos púlpitos vendidos e mergulhados em corrupção!) trará a juízo toda obra dos que semeiam e dos que aceitam as injustiças. É certo que Deus, conforme a Bíblia, não tomará a ninguém por inocente, e isso me consola. Assim, os traidores, os que se deixam enganar por fantasias e pelas emissoras de televisão e seus interesses inconfessáveis, os impostores, inclusive pastores, que se vendem até por pratos de lentilhas servidos à mesa asquerosa do pseudo-cristianismo capitalista e explorador da fé que abraçaram, fazendo de contra que não vêem as mudanças sociais pelas quais o Brasil passou nos governos do PT, assim como os que fingem não saber o que está acontecendo nesta hora crucial de nossa nação, TODOS terão um encontro de prestação de contas com o Eterno, com a História e com suas próprias biografias manchadas, se é que foram impolutas em algum momento anterior.
2) A HISTÓRIA PÓS-GOLPE HONRARÁ A DILMA ROUSSEFF E AOS QUE TEM SEDE DE JUSTIÇA - A certeza de que a biografia e o governo de Dilma Rousseff - desde as paginas escritas nos calabouços da tortura militar, também apoiada pela mídia, pelos poderosos, pela igreja que se diz evangélica e por boa parte da população ludibriada da época - reserva para ela um lugar de honra na História dos homens e na história de Deus. Sim! pois são bem aventurados os que verdadeiramente tem fome e sede de justiça, e ela tem como poucos (Mateus 5.6). 
A história contará (e eu espero que você tenha que contar a sua versão para seus netos, sem dor na consciência), entre outras coisas, que uma presidente eleita por mais de 54 milhões de votos, sobre a qual não pesa uma só acusação real de crime, foi deposta por um bando de criminosos e corruptos de toda a sorte porque aparelhou a polícia federal e o judiciário para combaterem a corrupção e eles o fizeram seletivamente, apenas para tirá-la do governo - e ainda o fizeram com o acinte de se dizerem "indignados com a corrupção"!
3) A REALIDADE PÓS-GOLPE REVELARÁ OS REAIS INTERESSES DOS OPRESSORES - A convicção de que a realidade pós-golpe revelará aos incautos, formatados e manipulados por novelas, jornalecos e até pastores golpistas, o que os esperava enquanto eles viravam as costas para as transformações e políticas sociais e educacionais que também os beneficiaram nos últimos 14 anos e principalmente à população mais pobre deste país, como nunca antes em nossa história, como diria o precursor de todas elas (Lula).
Não sei o que esse golpe engendrado no judiciário, transformado em pauta diária em matérias criminosas e ludibriamentos que simulavam um cínico "combate à corrupção" pelos poderosos que controlam as comunicações e efetivado pelo corrupto e vexatório congresso nacional fará de nós... Sinceramente não sei avaliar toda a extensão do mal.
De mim ele faz agora alguém angustiado, desapontado com o nível de alienação e ignorância política a que chegamos, em particular no segmento mais beneficiado (pois os poderosos sempre quiseram o fim das mudanças e estão usando os fantoches para conseguir... e estão conseguindo, lamentavelmente)! Pensei em excluir a todos os golpistas, por ação ou por omissão da minha lista de amigos ou pedir que eles(as) mesmos o fizessem, mas resolvi esperar... Os mais hipócritas, à moda dos fariseus até me acusariam de não ser isso um ato cristão. Talvez até estejam certos nisso.  
Não sei se vou desistir deles (as) também... ainda, não. Assim como não desistirei de continuar lutando contra esse golpe hediondo contra a nossa democracia e contra o estado de direito, apesar de sua aparente legitimidade e inexorabilidade. Talvez até suma das redes sociais pra não ter que escrachar ninguém, pois a vontade agora é essa... Mas lutarei nas trincheiras da cidadania para denunciar os corruptos do golpe; nas salas de aulas, nos corredores, nas ruas, nas praças, no meu blog, nos meus livros e artigos... onde houver trincheiras ou alguém que queira participar ou me convide para tal. Esse golpe, a despeito de qualquer incerteza, já me trouxe a certeza de que farei oposição aos golpistas, onde quer que eles estejam disfarçados de pessoas "esclarecidas"! Mas, se você é um(a) deles(as) e puder me fazer um favor, examine a sua consciência e me prive de sua omissa, alienada e indecente companhia. Sigo com Dilma, apaixonado por sua sobriedade e por sua biografia, aplaudindo-a de longe, mas junto com a multidão em Brasília, sabendo que o povo mais humilde, o mesmo que a abandonou, se alimentando de matérias inescrupulosas em Veja, Istoé, Folha, Globo, Bandeirantes, Record, SBT e seus jornalecos, novelas e similares (todos legítimos representantes de impérios de famílias que tiveram interesses inconfessáveis prejudicados pelos últimos governos), sim, o povo mais pobre será a principal vitima deste Golpe. Mas, seguirei, mesmo engasgado, "caminhando e cantando e seguindo a canção... nas escolas, nas ruas, campos, construções...". Não somos todos iguais nem estamos de braços dados, mas não é hora de parar de lutar. Se tem golpe, também vai ter luta e eu quero estar no front e do lado certo da história. Estarei lá, se Deus o permitir.
Um dia você vai acordar - sem Bolsa Família, sem Luz para Todos, sem Pronatec, sem Ciências sem Fronteiras, sem PIBID, sem PIBIC, sem Mais Médicos, sem o modelo atual do ENEM, sem novas universidades, sem diminuição de desigualdades, sem políticas inclusivas, sem respeito internacional, sem pré-sal pra financiar políticas públicas, sem concursos públicos, sem direitos trabalhistas, sem emprego ou trabalhando como terceirizado - e vai perceber que é tarde... 
É que você não lutou, dormiu no colo dos golpistas, cedeu às suas estratégias e deixou ser destruído tudo o que foi conquistado... Isso, certamente, o golpe fará de mim, fará de você, fará de nós!

sábado, 19 de dezembro de 2015

É Natal... Mas o Cristo que celebramos era branco ou negro?

Às vésperas de mais uma celebração do Natal - onde muitos ocidentais já nem lembram que a festa tem como pretexto a celebração do nascimento de Jesus -  editamos um texto intitulado "O Natal rediscute a verdadeira imagem de Cristo: branco ou negro?", publicado no site Conexão Jornalismo em 2014, que traz importante reflexão sobre as relações étnico-raciais que circundam as narrativas e crenças religiosas a respeito do nascimento de Jesus. Assim como fizemos em nosso livro - "Um Negro no Gólgota", Editora PerSe, 2015  -  o texto aborda e reforça evidências bíblicas e extra-bíblicas de que o Jesus nórdico, de pele e olhos claros seria apenas uma criação de artistas e teólogos europeus, adotada para a difusão da religião cristã no Ocidente mas que acabou por consolidar preconceitos raciais.  Confira e reflita a partir do texto.

Cristo, segundo pesquisas cientificas
  Uma possível imagem de Cristo, segundo pesquisas cientificas























A candura nas frases bonitas do Natal em geral vem acompanhadas de um Cristo louro, olhos claros, traços finos e olhar terno. Mas há muito tempo cientistas analisaram os povos nascidos na mesma região onde teria surgido Jesus de Nazareth e reprovado a imagem europeizada do messias. Mas a pergunta é: fosse ele de fato negro como pintam os homens das ciências, o amor e as mensagens de paz teriam de fato a mesma força entre os fieis?

A edição da Revista Afro abordou o tema recentemente:

A figura de Jesus Cristo como um homem branco, de cabelos lisos compridos, traços finos e delicados, e olhos azuis, ficou marcada durante séculos no imaginário universal graças à sua representação em obras de arte, filmes, espetáculos, e afins. Porém, existe uma grande polêmica em torna da sua real aparência. A maioria insiste em confirmar sua beleza alva, mas, há indícios fortes que comprovam o oposto.

Alguns cientistas já criaram, inclusive, uma imagem que mostra como seria o rosto de Jesus, de acordo com os padrões geográficos do território em que ele vivia. A perspectiva passa bem longe da imagem que temos hoje, que segundo alguns, foi forjada nos padrões de beleza ocidentais.

A principal teoria é de que a maioria das figuras humanas já produzidas para retratar o "filho do homem" foram confeccionadas na Europa por artistas brancos. Dessa forma, a sua imagem teria seguido padrões de estética do período histórico em questão. Além disso, a própria Bíblia, em diversas citações, mostra que Jesus poderia muito bem ter sido um homem negro.

Antes de tudo: ele nasceu em Belém de Judá, região que, à época, pertencia a África! Sim, indivíduos brancos eram raros naquelas bandas. Até a construção do Canal de Suez, Israel fazia parte do continente africano, e esta visão perdurou até 1859, quando o território passou a integrar a Ásia.

Outro forte indício de que Jesus não era branco é que ele era da Tribo de Judá, uma das tribos africanas de Israel. Explica-se: os ancestrais masculinos de Jesus vêm da linha de Sem (miscigenados). No entanto, a sua genealogia foi misturada com a linha de Cam (negros) desde os tempos passados em cativeiro no Egito e na Babilônia.

O antepassado direto de Jesus através de Cam é narrado em Gênesis: Tamar, a mulher Cananéia (negra) fica grávida de Judá, e dá à luz aos gêmeos Zerá e Perez, formando a Tribo de Judá, antepassados do Rei Davi e de José e Maria, os pais terrenos de Jesus.


A farsa de sua cor clara

Outra prova: não foi por mero acaso que Deus enviou Maria e José ao Egito com o propósito de esconder o menino Jesus do Rei Herodes, como é citado no livro de Mateus, do Novo Testamento. Ele não poderia ser escondido no norte da África se fosse um menino branco. Não por proteção militar, já que nessa época, o Egito era uma província romana sob o controle romano, mas porque o Egito ainda era um país habitado por pessoas negras.

Assim, a família teria sido apenas mais que fugiu para o Egito com a finalidade de se misturar a outras famílias negras. Se Jesus fosse branco, loiro, e de olhos claros, teria sido no mínimo complicado de ele se misturar aos egípcios negros, certo?

E ainda citando a Bíblia, no livro Apocalipse ele é chamado de o "Cordeiro de Deus", segundo a Escritura Sagrada, com seu cabelo lanoso, sendo comparado a lã de cordeiro, e os pés com a cor de bronze queimado, uma aparência semelhante a da pedra de jaspe e de sardônio, que são geralmente pedras amarronzadas.

As provas não mentem, mas, para muitos ainda há bastante controvérsia. As cores das pedras citadas em Apocalipse, jaspe e sardônio não são únicas e absolutas, são de diversas possibilidades. Portanto, se Jesus era negro ou não, provavelmente a humanidade nunca vai saber. Mas seus ensinamentos continuam: independetemente da cor, somos todos iguais.

Disponível em: http://www.conexaojornalismo.com.br/todas-as-noticias/o-natal-rediscute-a-verdadeira-imagem-de-cristo-branco-ou-negro-0-36552. Acesso em 19/12/2015.


http://www.perse.com.br/novoprojetoperse/ThumbnailGeneratorSuperBig.ashx?ImageId=C:\inetpub\wwwroot\novoprojetoperse\BSU_Data\Books\N1430318234879\BookCover.jpg

Abraço e cheiro!

Irenilson Barbosa.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Publicada a Nova Norma ABNT de Acessibilidade a Edificações, Mobiliário, Espaços e Equipamentos Urbanos

NBR 9050 - versão 2015
"Saiu a nova norma de acessibilidade! Foi publicada pelo Comitê Brasileiro de Acessibilidade da ABNT a revisão e atualização da Norma de Acessibilidade a Edificações, Mobiliário, Espaços e Equipamentos Urbanos, a NBR 9050. As normas de acessibilidade são de interesse social e são citadas pelas Leis Federais de Acessibilidade. Por isso, em 2004, a ABNT firmou acordo com o Ministério Público Federal para a divulgação e acesso das normas por qualquer cidadão interessado. Por meio do Comitê Brasileiro de Acessibilidade (ABNT/CB-40), desde 2000, a ABNT atua na produção das normas técnicas no campo de acessibilidade atendendo aos preceitos de desenho universal, estabelecendo requisitos que sejam adotados em edificações, espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, meios de transporte, meios de comunicação de qualquer natureza, e seus acessórios, para que possam ser utilizados por pessoas com deficiência."
FONTE: INCLUSIVE - inclusão e cidadania - www.inclusive.org.br/?p=28434
CLIQUE AQUI PARA BAIXAR A NORMA

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Dia de Luta da Pessoa com Deficiência e I Semana Cultural Acessível em Salvador

Pessoas com deficiências celebram seu Dia de Luta (21/09) e podem apresentar atividades artísticas e participar de oficinas da I Semana Acessível em Salvador. O evento acontecerá no Espaço Xisto Bahia, no bairro dos Barris, em Salvador, nos dias 21 a 27 de setembro de 2015. Na UNEB, haverá uma Palestra Show com o Prof. Dr. Marcus Welby (primeira pessoa com deficiência visual total a concluir um Doutorado pelo PPGE da UFBA).

 

 I Semana Cultural Acessível entre 21 e 27 de setembro (Foto: Divulgação)

Será realizada entre os dias 21 a 27 de setembro em Salvador a I Semana Cultural Acessível. A série de atividades de cunho artístico-cultural e formativo têm o objetivo de promover maior visibilidade e inclusão de pessoas com deficiência.
O evento acontece no Espaço Xisto Bahia, na Rua General Labatut, no bairro dos Barris. Algumas atividades são gratuitas e outras tem entradas vendidads a preços populares, conforme a programação completa divulgada abaixo.
Durante os sete dias de atividades, pessoas com deficiências motoras, deficientes auditivos, deficientes visuais, jovens com paralisia cerebral, portadores de síndrome de Down e diversos outros perfis apresentarão atividades artísticas e acadêmicas e poderão também ampliar seus conhecimentos em oficinas formativas e debates.
A Semana acontecerá no mês em que são celebradas datas com o Dia Nacional do Teatro Acessível (19), o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência (21) e o Dia Nacional dos Surdos (26).
Monitores de universidades públicas da Bahia receberam treinamento para acompanhar a programação e vão orientar os participantes sobre as práticas corretas para inclusão de pessoas com variadas deficiências.

Confira a programação:

SEGUNDA-FEIRA | 21/09
9h | ABERTURA: Arte para sentir, políticas para incluir
Convidados: Ministério Público da Bahia; Perspectivas em Movimento; Projeto Teatro para sentir; SECULT Bahia; Superintêndencia dos Direitos da Pessoa com Deficiência - SJDHDS/SUDEF e UNEB. (Gratuito)
14h30 | Casulo de Artes Inclusivas - Por uma Bahia Acessível com exibição do curta Perspectivas em Movimento - A Reinvenção da Diferença» (Gratuito)
18h | Lançamento do documentário Mestres da Dança, na sala Alexandre Robatto.
Com tradução em LIBRAS. (Gratuito)

TERÇA-FEIRA| 22/09
9h às 12h | Roda de Conversa -E por falar em Acessibilidade... (Gratuito)
14h às 18h | Oficina de Formação em Acessibilidade Comunicacional - Arte em LIBRAS com Cíntia Santos ($40)
20h | Show Opaxorô da APAE e convidados ($10 / $5)

QUARTA-FEIRA | 23/09
8h às 12h | Oficina de Formação em Acessibilidade Comunicacional com TRAMAD - Tradução, mídia e áudio-descrição, de Jerusa Ferreira (braille). ($40)
14h às 18h | Oficina Artística: Dança Acrobática com o Grupo Pétalas ao Vento ($25)
20h | Show Qualquer Porto com Mylane Mutti ($10 / $5)

QUINTA-FEIRA | 24/09
8h às 12h | Oficina de Formação em Acessibilidade Arquitetônica com Marcelle Teixeira (Arquiteta), Laísa Mascarenhas e Fernanda Oliveira (Fisioterapeutas) e Antônio Pereira (Consultor em Acessibilidade) ($40)
14h às 18h | Oficina Artística: Ação em Imagens com a Fotógrafa Ana Paula Pessoa ($25)
20h | AcessibiliTAP com a Casa do Sapateado Rachel Cavalcanti ($10 / $5)

SEXTA-FEIRA | 25/09     
8h às 12h | Oficina de Formação em Acessibilidade Atitudinal, com Ana Rita Ferraz (Psicóloga),
Déo Carvalho (Terapeuta holístico) e Ninfa Cunha (Consultora em Acessibilidade) ($40)
14h às 18h | Oficina Artística: Musicalização e Ritmo no Sapateado com a Casa do Sapateado Rachel Cavalcanti ($25)
20h | Espetáculo: Caymmi e a Poética dos Sentidos, com o Perspectivas em Movimento ($10 / $5)

SÁBADO | 26/09
9h Às 12h | Oficina Artística: Reencontro com o Samba, com Déo Carvalho ($25)
16h | Espetáculo: Os Saltimbancos da APAE  ($10 / $5)
20h | Espetáculo: Caymmi e a Pòética dos Sentidos, com o Perspetivas em Movimento ($10 / $5)

DOMINGO | 27/09
9h às 12h |ENCONTROS DE DOMINGO com a OPE (Orquestra Pedagógica Experimental) do NEOJIBÁ ($20 / $10)
17h | Grupo Experimental do CAIS - NEOJIBA/SESI Itapagipe e Orquestra de Violões do NEOJIBA.
19h | Espetáculo: Caymmi e a Poética dos Sentidos com o Perspectivas em Movimento ($10 / $5);

Abaixo, a divulgação da Palestra Show de nosso amigo e colega no Doutorado da UFBA e no GEINE (Grupo de Estudos em Inclusão e Necessidades Especiais da UFBA), Dr. Marcus Welby, na UNEB, no dia 21 de setembro, celebrando o Dia de Luta da Pessoa com Deficiência:


sexta-feira, 4 de setembro de 2015

CAPITALISMO MUNDIAL EM CRISE REVELA PERVERSIDADE DO SEU SISTEMA DE DESIGUALDADES

Embarcações precárias abarrotadas de africanos atravessam os mares, tentando refúgio para pessoas vitimas das guerras, da fome e da miséria semeadas pelo capitalismo. (Foto 1)

..
Enquanto a mídia brasileira - que assumiu de vez a sua insensatez oposicionista e abriu mão da verdade na seletividade no trato das questões políticas e econômicas - responsabiliza o PT por todas as mazelas da atual crise financeira mundial, tratando o assunto como se fosse só nosso e, infelizmente, conquistando as mentes mais desavisadas, a imprensa mundial e os economistas sérios põem a nu a atual crise do capitalismo em todo o planeta. 
Do fracasso das políticas econômicas e das relações internacionais norte-americanas que geram crises em vários países, especialmente no Oriente Médio e na Àfrica, passando pela absurda situação que gera milhões de refugiados migrando para a Europa e para onde der, tudo é crise! O colapso do sistema que se mantém pelas desigualdades entre ricos e pobres é evidente. Infelizmente, o cinismo de quem faz apologia desse modo de  produção excludente, nas suas diversas formas e faces, continua noticiando a miséria, mas fingindo que os grandes impérios econômicos não têm nada a ver com isso.  Confira as análises transcritas abaixo para compreender um pouco do epicentro desse problema, a partir da situação dos países ricos, especialmente do EUA e de como isso se relaciona com o Brasil.
Milhões de pessoas fugindo para a Europa: o caos capitalista que a imprensa brasileira apelidou de "crise migratória" (Foto 2).
OS PAÍSES DESENVOLVIDOS E A ENCRUZILHADA CAPITALISTA

  
OS PAÍSES DESENVOLVIDOS E A ENCRUZILHADA CAPITALISTA
EUA NÃO ESTÃO CONSEGUINDO SUPERAR A CRISE ESTRUTURAL
São Paulo, 26/04/2015 (Revisado em 19-06-2015)
Referências: Estatização X Privatização, Teoria Anárquica dos Neoliberais, Fraudes Contábeis, Financeiras e Operacionais das Multinacionais ou Transnacionais, Subfaturamento das Exportações, Superfaturamento das Importações de Bens de Produção, Lucros Remetidos para Paraísos Fiscais, Razões do Nosso Eterno PIBinho.
  • OS PAÍSES DESENVOLVIDOS E A ENCRUZILHADA CAPITALISTA
    • A FALÊNCIA DOS PAÍSES DESENVOLVIDOS
    • AS MOEDAS DOS PAÍSES LASTREADAS EM RESERVAS MINERAIS
    • EM RAZÃO DO DÓLAR FRACO, OS PAÍSES VOLTARAM AO SISTEMA DE TROCAS
    • OS BRICS COMO NOVA FORÇA MUNDIAL
    • A IMPLANTAÇÃO DO NEOCOLONIALISMO PRIVADO
    • CONCLUSÃO
  • CINCO SINAIS DE QUE OS EUA NÃO ESTÃO CONSEGUINDO SUPERAR A CRISE ESTRUTURAL CAPITALISTA
    • CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES
    • USA X IRÃ: DESESPERO NORTE-AMERICANO EM LAUSANNE
    • A QUEDA DA DEMANDA MUNDIAL E O ESTOURO DA “BOLHA DO XISTO”
    • MAIS UMA “RECUPERAÇÃO ESPETACULAR” DA ECONOMIA NORTE-AMERICANA VIRA PÓ EM SEMANAS
    • A CRIAÇÃO DO "AIIB" E O VEXAME PÚBLICO DE WASHINGTON
    • E A ECONOMIA DA RÚSSIA NÃO ENTROU EM COLAPSO
    • CONCLUSÃO
Por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE

Alguns anos antes da eclosão da Crise de 2008, neste COSIFE foram publicados textos em que era afirmado com outras palavras que, por não ter lastro desde a década de 1970, o Dólar poderia levar os países credores a enfrentarem problemas gravíssimos com a perda de suas Reservas Monetárias em Dólares. Essa falta de lastro, que resultaria na perda do valor liberatório do dólar, também afetaria todas aquelas pessoas que possuíssem em casa ou em outros lugares a citada moeda norte-americana sem lastro
Veja em A Derrocada Financeira Norte-Americana - publicado em 20/09/2008. Existem outros textos anteriores. O primeiro deles foi Risco América Versus Risco Brasil publicado em 2002.
Em mais de uma das publicações chegou a ser afirmado que o Dólar só não virou pó, como dizem os profissionais do mercado, porque os países credores estão sustentando o seu preço no Mercado Futuro para que não percam suas reservas monetárias. E o Brasil está entre os 10 maiores possuidores de reservas em dólares. Em 2010 estava em 5º lugar.
Depois da bancarrota acontecida com vários países da Europa em 2011, a situação agravou-se porque o Banco Central Europeu também começou a emitir grande quantidades de dinheiro sem lastro, no sentido de salvar os bancos europeus da falência.
 
Num dos textos deste COSIFE, foi afirmado que um estudioso dos problemas monetários queria criar formas de lastrear as moedas dos países porque a quantidade de ouro existem no mundo não era suficiente para lastrear todo o dinheiro físico que circula pelo mundo.
Os magnatas blindados em paraísos fiscais movimentam mais de US$ 20 trilhões de dólares (de US$12 a US$32 trilhões dizem os estudiosos dos problemas financeiros mundiais; o PIB de todos os países é de 60 trilhões).
Se levarmos em consideração que durante a vigência do Padrão-ouro para o dólar cada unidade daquela moeda correspondia a um grama de ouro, para lastrear o dinheiro dos magnatas de paraísos fiscais precisaríamos ter um estoque 20 milhões de toneladas de ouro. A outra alternativa seria a desvalorizar o dólar para que um grama de ouro custasse, por exemplo, US$ 100 mil ou mais.
Porém, é claro que os americanos resgatariam apenas o "dinheiro vivo" em circulação. É de se imaginar que grande parte daqueles US$ 20 trilhões seja dinheiro escritural. Não é dinheiro em circulação. Logo, poderia ser considerado como dinheiro sem lastro, se as empresas desses magnatas não valerem tanto. As empresas precisariam ter Valor Patrimonial equivalente, descontadas as participações cruzadas (participações recíprocas).
O mencionado estudioso dos problemas econômicos mundiais teve a ideia de lastrear as moedas de cada um dos países em matérias-primas. Até registrou uma patente da grandiosa ideia. Estava escrevendo um livro sobre o tema.
Perguntaram a ele: Como os países desenvolvidos conseguiriam lastrear suas respectivas moedas? Eles dependem das matérias-primas do Terceiro Mundo. O ouro também vem dos países colonizados (por isso são subdesenvolvidos). Tornando-se apenas emergentes e industrializando suas matérias-primas, tais países colonizados poderiam dominar o mundo economicamente.
Imediatamente o pobre coitado do cientista e pesquisador queimou o rascunho de seu livro para não ser queimado vivo em praça pública.
 
Para evitar a constante ameaça de perda dos dólares, muitos países voltaram para o sistema de "trocas" (importação versus exportação) existente no passado anterior a constituição do FMI - Fundo Monetário Internacional. Mas, como disse Delfim Netto, é preciso ter uma moeda padrão. Por isso, além da União Europeia, os BRICS também querem ter a sua moeda padrão, a única que teria lastro em matérias-primas e ouro.
Acostumados desde os tempos da Revolução Industrial a obter matérias-primas sem nada pagar aos países colonizados, razão pela qual estes nunca se desenvolveram, os governantes dos países hegemônicos achavam que podiam perpetuar essa situação em que o Terceiro Mundo deveria eternamente sustentar o Primeiro Mundo.
Não precisa ser Economista ou Administrador, basta ser Contador, para saber que nenhuma empresa prospera tendo muitas Despesas e parcas Receitas. O mesmo acontece com os Paises.
Pergunta-se: Como os países desenvolvidos poderiam manter sua hegemonia importando quase tudo que precisam para sobreviver e pouco sobrando para exportar?
Para eternizar essa enorme inversão de valores, esse descompasso econômico mundial, os países desenvolvidos precisariam manter os paises do Terceiro Mundo como colônias. Mas, pela força das armas o custo operacional é muito alto. Mais barato seria subornar ditadores.
Na década de 1970 os assessores de Reagan e Thatcher, devidamente corrompidos, tiveram a grande ideia de reduzir os tributos sobre lucros obtidos no exterior.
Não deu certo porque os neoliberais transferiram suas fábricas para paraísos fiscais industriais e as sedes virtuais de suas empresas para paraísos fiscais cartoriais que apenas registram empresas offshore (empresas fantasmas, que não existem fisicamente).
Desse jeito, os neoliberais começaram a formar uma grande pirâmide de participações societárias controladas por empresas que resolveram chamar de multinacionais ou transnacionais. E, já estão controlando mais de 66% (2/3) de tudo que é vendido no Mundo.
Cansados de eleger governantes que nada faziam pelos menos favorecidos, no Século XXI os eleitores latino-americanos elegeram socialistas em quase todos os países.

Assim surgiram os Paises Emergentes, destacando-se os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que juntamente com seus aliados continentais possuem mais da metade da população mundial e por volta de 66% das matérias-primas.
Diante dessa realidade, os países industrializados precisariam importar matérias-primas a U$1 a tonelada para vender 100 quilos por US$ 1.000, depois de industrializada. Entretanto, as fábricas que existiam em seus territórios foram fechadas por seus proprietários.

Daí surgiu a grande ideia de controlar o mundo por meio das empresas multinacionais, que seriam as proprietárias de quase todas as empresas de primeira linha (bluechips) existentes no mundo. Por isso os oposicionistas ao governo federal querem privatizar a Petrobras.
Desse modo, os paises emergentes (proprietários das matérias-primas), assim como os desenvolvidos, continuariam dominados pelas multinacionais possuidoras das marcas e patentes e das empresas que as exploram.
Nesses países explorados pelas multinacionais seriam arrecadados apenas os impostos incidentes sobre a venda de mercadorias e serviços. Os lucros ficariam em paraísos fiscais sem qualquer tributação.

Qual seria a solução para esse novo impasse econômico?
A única solução seria a Estatização, mediante o confisco de todos os investimentos vindos de paraísos fiscais. Os países desenvolvidos também fariam o mesmo e ainda colocariam para funcionar todas as empresas que foram desativadas em seus territórios. Não há outra solução.
 
As especulações com o petróleo, as pressões econômicas sobre a Rússia e a influência geopolítica sobre o Oriente Médio: nada disso tem surtido mais efeito.
Por Antonio Gelis-Filho - publicado em 11/04/2015 - Copyleft - Carta Maior

CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES
As últimas semanas trouxeram notícias surpreendentes, mesmo para aqueles acostumados a analisar os eventos geopolíticos. É muito difícil fugir da conclusão de que atingimos uma etapa crítica na transição entre o sistema-mundo capitalista que conhecemos e algo que ainda está por vir.
Parece ter expirado o prazo de validade do modelo adotado pelos países ricos para lidar com a crise estrutural que se tornou mais visível a partir de 2008, modelo esse que inclui a criação de dinheiro sem qualquer lastro em riquezas reais, a negação maciça da existência de qualquer problema maior pela "mainstream media" [Grande Mídia ou Mídia de Massa - manipuladora da Opinião Pública] e a repressão policial crescente como única “política social” para lidar com a crescente pobreza nessas sociedades outrora tão afluentes.
Vários são os sinais de que atingimos o “fim do começo” da transição:
  1. USA X IRÃ: DESESPERO NORTE-AMERICANO EM LAUSANNE
  2. A QUEDA DA DEMANDA MUNDIAL E O ESTOURO DA “BOLHA DO XISTO”
  3. MAIS UMA “RECUPERAÇÃO ESPETACULAR” DA ECONOMIA NORTE-AMERICANA VIRA PÓ EM SEMANAS
  4. A CRIAÇÃO DO "AIIB" E O VEXAME PÚBLICO DE WASHINGTON
  5. E A ECONOMIA DA RÚSSIA NÃO ENTROU EM COLAPSO
NOTA DO COSIFE:
De fato parece o FIM DO COMEÇO. O feitiço virou contra o feiticeiro.
Mas, os economistas ortodoxos, defensores do neoliberalismo, continuam espalhando boatos de que os países desenvolvidos estão se recuperando.
É como aquele lutador de box "peso pesado" (muitas vezes campeão do mundo) que, depois de velho, não aguenta um soco desferido por um franzino "peso pena".
Diante da enrascada em que se meteram, os países chamados hegemônicos foram traídos por seus ricaços (sonegadores de tributos), que agora estão comandando o mundo, sem que alguém os consiga ver, escondidos em Paraísos Fiscais. De algum lugar (paradeiro desconhecido) estão administrando as empresas chamadas de transnacionais que formam um imenso CARTEL controlador das principais empresas ("bluechips") existentes no mundo. Enfim, quase tudo é deles.
E os governantes, devidamente subornados, engabelados pelos lobistas do Grande Capital, fingem que nada podem fazer porque também ficaram ricos, apesar dos seus baixos salários. Ganhariam mais que no governo, se trabalhassem como executivos de multinacionais. Aliás, no governo dos países ditos ricos (que na realidade são pobres, em matérias-primas), já estão trabalhando para aqueles magnatas.
Agora, a  única solução seria o confisco dos investimentos vindos de paraísos fiscais. Mas, se os citados corruptos assim fizerem, o seu rico dinheiro também será confiscado pelo governo, isto é, pelo Estado como Nação politicamente organizada. Enfim, o dinheiro seria confiscado por aqueles que deveriam ser os Representantes do Povo. Porém, preferiram defender os interesses mesquinhos dos seus verdadeiros patrões.
Sarney com a Conversão da Dívida e Collor de Melo com o confisco da Poupança Popular não tiveram sucesso. Teriam sucesso, se tivessem confiscado os investimentos idos para (e vindos de) Paraísos Fiscais. Ou seja, podiam ter confiscado o dinheiro que saiu do Brasil e depois voltou como capital estrangeiro, para compra de empresas brasileiras.
Desse jeito, além das matérias-primas, também está sendo exportado o serviço braçal, científico e intelectual da nossa mão de obra barata e ainda são totalmente remetidos para o exterior os lucros obtidos no nosso território. Grande parte desses lucros saem por meio do subfaturamento das exportações e do superfaturamento das importações de bens de produção. Por isso o Brasil não cresce. Fica aqui o eterno PIBinho.

Um “acordo para firmar um acordo” foi assinado em Lausanne, Suíça, entre o governo do Irã e o grupo de potências conhecido por P5+1: China, EUA, França, Rússia, Reino Unido e Alemanha.
Na realidade, as dificuldades nas discussões sempre foram entre EUA e Irã. Este último deseja prosseguir com seu programa nuclear que alega ter finalidades pacíficas.
Os EUA há tempos consideram o Irã um dos integrantes do dito “eixo do mal” e exige o fim das atividades nucleares que considera suspeitas.
A surpresa vem da análise minuciosa do texto assinado: compreende-se porque o governo de Teerã o celebra como uma vitória.
Após anos exigindo e comandando sanções contra o Irã, negando-lhe o benefício de qualquer dúvida, Washington assinou um texto que essencialmente baseia-se em apenas postergar o momento no qual Teerã poderá desenvolver sua bomba se assim o desejar.
Não surpreendentemente, o governo de Israel, os republicanos norte-americanos e mesmo alguns democratas já anunciaram sua oposição ao texto e sua recusa em aceitar a assinatura do texto definitivo em três meses.
Por que Washington cedeu tanto em Lausanne?
Os críticos de Obama argumentam que o presidente teria colocado seu desejo de alcançar um importante resultado diplomático, um “legado” qualquer, acima dos interesses nacionais. Pouco provável.
Mais razoável é supor que o governo norte-americano já não tem condições de impor seus interesses no Oriente Médio e busca desesperadamente a aparência de uma vitória diplomática.
Chega a ser impressionante que o governo norte-americano tenha assinado um documento, ainda que não definitivo, no qual aparentemente o Irã não terá a obrigação de franquear suas instalações militares aos inspetores internacionais e que cala sobre o reconhecimento de Israel.
Tudo isso enquanto EUA apoiam o ataque saudita a grupos iemenitas que por sua vez são apoiados por Teerã.
É difícil não perceber nesse acordo uma espécie de fadiga dos Estados Unidos em relação à disputa geopolítica no Oriente Médio.

Vendido como uma solução “mágica” para o problema de oferta mundial de petróleo, ainda que altamente poluente, o petróleo extraído de depósitos de xisto (“tight oil”) revela-se como mais uma bolha insuflada pela indústria financeira.
As denúncias já vinham sendo feitas há tempos, mesmo em publicações de negócios como Forbes (vide o texto “Why shale oil boosters are charlatans in disguise”, publicado em janeiro de 2014).
Com a queda mundial da demanda econômica, que pode ser vista, por exemplo, em um preço muito baixo para o frete marítimo, o preço do petróleo também caiu. Arábia Saudita e Rússia podem ainda lucrar com seu petróleo convencional cujos custos de produção são baixos, mas os altos custos da produção de xisto já cobram seu preço: o número de sondas de perfuração em operação é o mais baixo desde 2011.
A inviabilidade do petróleo do xisto como alternativa ao petróleo convencional ficou clara nesse evento. E muito da esperança norte-americana de uma recuperação real de sua economia e de seu poder geopolítico baseava-se nisso.

Em dezembro de 2014 jornais do mundo inteiro publicaram a notícia de que a economia norte-americana vinha crescendo a taxas anualizadas de 4% (alguns diziam 5%).
Comentaristas eufóricos explicavam que finalmente a economia dos EUA tinha saído da crise, que seu crescimento seria saudável e sustentado. Previa-se um 2015 róseo para a economia norte-americana.
Para quem segue os eventos internacionais, entretanto, parecia apenas a manifestação de um ritual semestral que se repete desde a crise de 2008: alguns indicadores econômicos positivos isolados são analisados fora de seu contexto maior, análises estridentemente eufóricas são publicadas na mídia e meses depois, quando a “recuperação” mostra-se inexistente, todos se esquecem do assunto.
Esta vez, porém, parece ter sido a gota d’água: escrevendo no excitável Financial Times, o comentarista Gavyn Davies recentemente (29/03/2015) afirmou que as expectativas otimistas do Banco Central dos EUA (Federal Reserve) para 2015  já estavam sendo desmentidas pelos dados reais.
Quem ainda acreditará quando The Economist e Wall Street Journal anunciarem novamente o fim da “recessão”?
A verdade, dura e incontornável, é que não há recuperação econômica real à vista, seja nos EUA, na Europa ou no Japão.

O AIIB - abreviatura em inglês de Banco da Ásia para Investimento em Infraestrutura - era uma proposta do governo da China lançada no final de 2013 para contornar as limitações encontradas pelo país asiático em instituições lideradas pelo ocidente, tais como Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional e Banco para o Desenvolvimento da Ásia.
Com sede em Beijing, a proposta sempre foi resistida pelos Estados Unidos. Finalmente lançado em outubro de 2014, o banco atraiu países asiáticos com grandes economias, tais como Índia e Indonésia.
Mas a grande surpresa viria em março de 2015: a despeito das ressalvas públicas feitas por Washington à instituição, países tradicionalmente aliados aos EUA, como Reino Unido, Austrália, Coreia do Sul, Alemanha, França e até Taiwan submeteram ou decidiram submeter suas candidaturas a membros do banco.
Até mesmo o ex-Secretário do Tesouro dos EUA, Larry Summers, publicou um texto em seu blog afirmando que “o mês passado [março de 2015] pode ser lembrado como o momento no qual os Estados Unidos perderam sua posição de garantidores do sistema econômico mundial”, em grande parte baseando sua análise nos eventos que cercaram a criação do banco.

Esquecida pela mídia ocidental, a guerra econômica contra a Rússia parece ter fracassado. O rublo continua existindo e o governo de Moscou não mostra qualquer sinal do enfraquecimento tão sonhado pelo ocidente.
A situação na Ucrânia, cuja integração à União Europeia parece ter desaparecido da pauta de discussões em Bruxelas, evolui para uma verdadeira guerra interna pelo poder, onde “oligarca devora oligarca”. O leste do país tornou-se de fato independente.
A histeria ocidental anti-Rússia parece ter consumido seu combustível, ao menos por enquanto. Com isso, mais uma trapalhada geopolítica ocidental perde fôlego, embora a proximidade de eleições em países europeus importantes sugira que políticos desesperados possam pensar em ações desesperadas.

CONCLUSÃO
O fim do começo é também o fim do período pós-crise de 2008 durante o qual os governos ocidentais acreditavam em sua capacidade de recuperação.
A próxima etapa será, salvo surpresas, a de uma difícil negociação com suas populações, que finalmente começam a entender que o passado não retornará, que os níveis de vida pré-2008 foram embora para sempre e que o futuro não será mais o que costumava ser.
Desnecessário dizer, esses serão momentos de extraordinário risco, de grandes oportunidades e de permanente surpresa para todos que vivem nestes tempos tão intensos.

Textos disponíveis em: http://cosif.com.br/publica.asp?arquivo=20150425fim-do-imperio . Acesso em 04/09/2015.
Foto 1: disponível em: http://cdn2.img.br.sputniknews.com/images/141/37/1413781.jpg.)
Foto 2: disponível em: http://og.infg.com.br/in/17371419-a37-13b/FT1086A/421/GetContentCA2Y10OX.jpg)

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Estudante da UFRB vence I Prêmio Jovem Pequisador da Rede de Bancos de Leite Humano

A estudante Nayara Alves Reis, Bacharel em Biologia e Mestre Microbiologia Agrícola pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), foi uma das vencedoras do I Prêmio Jovem Pesquisador da Rede de Bancos de Leite Humano (rBLH). A discente do Centro de Ciências Agrárias Ambientais e Biológicas (CCAAB) foi premiada na área temática: processamento, controle de qualidade e utilização do leite humano.
A entrega do prêmio acontece entre os dias 21 a 25 de setembro, em Brasília, durante o II Fórum ABC/Fiocruz/Ministério da Saúde de Cooperação Internacional em Bancos de Leite Humano. Na ocasião, serão entregues placas de honra ao mérito e os certificados aos vencedores.
De acordo com Nayara, esse prêmio coloca a Universidade numa posição de destaque no país, uma vez que a UFRB é uma universidade nova, porém com muito potencial para desenvolvimento. “Para mim a premiação é uma forma de reconhecimento do meu esforço, uma vez que sabemos o quanto é complicado desenvolver uma pesquisa neste país, além disso, desenvolver sobre um assunto que ainda é pouco explorado no meio acadêmico é motivador”, revela.
O trabalho denominado “Atividade antimicrobiana de algumas bactérias do ácido láctico isoladas de leite humano” também foi premiado no Congresso Internacional de Microbiologia que ocorreu em Foz do Iguaçu em 2014. Na ocasião, a estudante ficou em terceiro lugar, concorrendo inclusive com pesquisadores estrangeiros.
O Prêmio - O Prêmio Jovem Pesquisador da Rede de Bancos de Leite Humano (rBLH) tem como objetivo incentivar estudantes universitários ou graduados com até 10 anos de formação para a elaboração de trabalhos que poderão contribuir, com excelência, para o fortalecimento das ações desenvolvidas em um dos Bancos de Leite Humano que integram a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLH-BR) e o Programa Ibero-americano de Bancos de Leite Humano (IberBLH) em países da América Latina, Caribe, Península Ibérica e África. 
 
Fonte: Newsletter UFRB- Acesso em 18/08/2015

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

UFRB abre inscrições para concurso de professor efetivo do CFP


A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) divulga que estão abertas as inscrições do Concurso Público para Professor Efetivo do Centro de Formação de Professores (CFP), localizado em Amragosa. As inscrições são realizadas através da página eletrônica de concursos da UFRB até o dia 01 de setembro. Os candidatos deverão preencher o Requerimento de Inscrição, anexar os documentos listados no edital e enviar, via SEDEX, à Gerência Técnica Administrativa do CFP, localizado na Av. Nestor de Melo Pita, n. 535, Centro Amargosa/BA. A taxa de inscrição é de R$ 90.
São ofertadas vinte e três vagas distribuídas entre as áreas do conhecimento: Aspectos Biológicos da Educação, Ensino de Ciências Naturais e Educação Ambiental, Educação Infantil, História Social da Educação, Psicologia e Educação, Pesquisa e Educação, Filosofia Geral, Libras, Língua Inglesa, Língua Portuguesa, Literatura Brasileira, Literaturas de Língua Inglesa, Literatura Portuguesa e Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, Física, Química e Organização do trabalho pedagógico nas escolas do campo, Currículo e Pedagogia da Alternância.
O concurso contará com as seguintes etapas: prova escrita ou escrita/prática, didática (aula pública), prova de títulos e defesa de memorial. O cronograma será divulgado no site de concursos da UFRB.
Confira o Edital N° 10/2015 e mais informações em:
www.ufrb.edu.br/concursos e http://www.ufrb.edu.br/…/4097-ufrb-abre-inscricoes-para-pro…